Rio de Janeiro, 8 de Agosto de 2008
Biodiesel:
realidade ou sonho?
Marçal Rogério Rizzo
Os estudiosos mais otimistas que tem o petróleo como o centro
de seus estudos afirmam que as reservas de petróleo irão
acabar. Não se tem a certeza de quando. Há várias previsões,
para uns iremos ter petróleo por mais 30 anos, já outros
afirmam que teremos por mais 50 anos e ainda há quem diga
que teremos até o início do próximo século. A única certeza
é que o petróleo não é renovável.
Uma das alternativas para substituir o petróleo é o álcool
e outra é o biodiesel que ainda é um negócio modesto no
Brasil. Uma planta que vem sendo uma das mais cotadas para
se tornar uma fonte renovável de óleo combustível é a mamona.
As pessoas mais antigas que já viveram em sítios e fazendas
já conhecem a mamona, pois dela extraiam um óleo que era
colocado nas lamparinas. A mamona é uma planta nativa da
África que se adaptou muito bem no Brasil, prova disso basta
andar pelas rodovias da região e de grande parte do Brasil
e observar a grande quantidade de pés de mamona que é encontrado.
Dos grãos da mamona podemos extrair um óleo lubrificante
muito nobre que é utilizado em aeronaves. Da mamona se extrai
produtos que vão ser utilizados na produção de cosméticos
e tecidos. Agora o mais importante é que o óleo da mamona
pode se tornar um importante combustível, o chamado biodiesel.
O óleo vegetal a partir da semente da mamona após um processo
pode ser transformado em óleo combustível.
A mamona possui um custo de produção muito baixo e se houver
seriedade e continuidade no programa de apoio a produção
do biodiesel poderíamos utilizá-la como uma agricultura
de inclusão social e de estímulo a agricultura familiar.
Essa cultura poderia ser uma alternativa de diversificação
das propriedades rurais e de geração de empregos e renda.
O governo brasileiro já autorizou a mistura de 2% de biodiesel
nas bombas de combustível de todo o país, isso representa
uma demanda de 800 milhões de litros por ano. Devemos lembrar
que é possível produzir biodiesel a partir do óleo de várias
plantas como o dendê, a soja, o girassol e até mesmo do
abacate.
Marçal
Rogério Rizzo
É economista, especialista em Economia do Trabalho
e mestre em Desenvolvimento Regional pela Unicamp
E-mail: marcalprofessor@yahoo.com.br
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