PROGRAMAÇÃO
FLIP 2008
Quarta-feira,
02 de julho de 2008
19h Abertura FLIP - A
poesia envenenada de Dom Casmurro - ROBERTO SCHWARZ Na
conferência dedicada ao homenageado da FLIP, um dos mais
importantes críticos em atividade no Brasil e o mais destacado
intérprete da obra de Machado de Assis fala sobre Dom
Casmurro, por ele considerado “o romance possivelmente
mais refinado e composto da literatura brasileira”. Com
base em texto inédito, uma versão preliminar do ensaio
depois publicado em Duas meninas, Schwarz mostra que uma
das armas de que dispõem os narradores de Machado é o
preconceito social. Machado teria conseguido iludir o
leitor por ser capaz de construir personagens que compartilham
seus preconceitos – e Bentinho é um dos exemplos mais
bem-acabados desse tipo de conduta.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
21h30 Show
de abertura com LUIZ MELODIA
Estação melodia, o disco em que se baseia o show de abertura
da Flip, é uma incursão pelo samba dos anos 30, 40 e 50.
Num de seus trabalhos mais sóbrios, e aqui atuando sobretudo
como intérprete, Luiz Melodia faz uma leitura da produção
de compositores como Geraldo Pereira e Cartola. Não poderia
haver tema mais adequado para o show musical de um evento
em homenagem a Machado de Assis, que foi dos primeiros
escritores a identificar a importância da música popular
urbana – a polca, tema de alguns de seus contos, pode
ser vista como um protótipo do samba – para a constituição
da sociedade brasileira. Local: Tenda do Telão: R$ 25
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Quinta-feira, 03 de julho de 2008 10h
mesa 1 - Primeiro tempo -
ADRIANA LUNARDI, EMILIO FRAIA, MICHEL LAUB, VANESSA BARBARA
A heterogeneidade é a marca desta mesa que abre a FLIP.
Michel Laub é autor de três romances. Adriana Lunardi
é autora de dois livros de contos e estreou no romance
com o recente e elogiado Corpo estranho. Vanessa e Emilio,
os caçulas da mesa, estréiam em livro nesta sexta edição
da FLIP: Vanessa lança uma reportagem sobre o Terminal
Rodoviário do Tietê e, junto com Emilio Fraia leva a Paraty
a novela escrita a quatro mãos O verão do Chibo. Michel
e Adriana têm boa quilometragem em resenhas e cadernos
culturais. Vanessa e Emilio são as mais novas “promessas”
da literatura brasileira. Embora alguns já tenham passado
dos minutos iniciais, a partida para todos segue no primeiro
tempo: há muita bola para rolar antes do apito final.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
11h45 mesa 2 - O espelho
- ELISABETH ROUDINESCO De Shakespeare a Joyce e Machado
de Assis, de Italo Svevo a Clarice Lispector e Philip
Roth, são incontáveis os autores que tiveram seus trabalhos
esquadrinhados a partir da psicanálise – e a francesa
Elisabeth Roudinesco figura entre os nomes mais gabaritados
para examinar a relação. Em seu último livro, O lado obscuro
de nós mesmos, a autora interpreta a história da perversidade
no Ocidente através de suas figuras e personagens emblemáticas,
numa incursão pela história e pela literatura que dá a
medida de sua envergadura intelectual. Local: Tenda dos
Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
15h mesa 3 - Retrato em branco e
preto - CARLOS LYRA, LORENZO MAMMÌ As comemorações
em torno dos cinqüenta anos da Bossa Nova fazem justiça
à importância do movimento, mas correm o risco de tornar-se
festivas em excesso. A proposta desta mesa é conferir
um caráter mais analítico à efeméride. Co-autor de ,em>Três
canções de Tom Jobim e do ensaio João Gilberto e o projeto
utópico da Bossa Nova, o crítico Lorenzo Mammì estabelece
um paralelo entre as conquistas formais dos artistas e
as promessas embutidas no desenvolvimentismo brasileiro.
Já Carlos Lyra, nome de proa da Bossa Nova e da música
popular brasileira, traz a Paraty a experiência de décadas
de banquinho e violão. Autor da autobiografia Eu e a bossa,
Lyra fala a partir de dentro e pode afinar este balanço
da bossa com doses fartas de histórias e vivências exemplares.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
17h mesa 4 - Conversa de botequim
- HUMBERTO WERNECK, XICO SÁ Humberto Werneck acaba de
publicar uma biografia de Jayme Ovalle – resultado de
mais de dez anos de pesquisas sobre o compositor e poeta
paraense que foi parceiro de Manuel Bandeira, amigo dos
expoentes da geração modernista e adotou os bares da Lapa,
no Rio de Janeiro, como morada. Xico Sá, jornalista cearense,
colunista da Folha de S.Paulo e notívago contumaz, enverga
o figurino de um Ovalle contemporâneo, ao mesmo tempo
artista e articulador, bom de papo e querido por todos.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
19h mesa 5 - Sexo, mentiras e videotape
- CÍNTIA MOSCOVICH, INÊS PEDROSA, ZOË HELLER Em Anotações
sobre um escândalo, a inglesa Zoë Heller descreve o envolvimento
amoroso de uma professora de 42 anos que se divide entre
o papel de mãe de família dedicada e o irrefreado desejo
por um garoto de quinze anos. Os dez contos narrados por
mulheres de Arquitetura do arco-íris revelam um tema caro
a Cíntia Moscovich: o universo feminino, central também
em seus romances Duas iguais e Por que sou gorda, mamãe.
Em Nas tuas mãos, romance de Inês Pedrosa, três mulheres
de diferentes gerações da mesma família discutem a própria
intimidade. “Literatura feminina” é decerto um rótulo
ultrapassado, mas poucas escritoras em atividade seriam
tão indicadas para mostrar por quê. Local: Tenda dos Autores:
R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
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Sexta-feira, 04 de julho de 2008 10h00
mesa 6 - Formas breves -
INGO SCHULZE, MODESTO CARONE, RODRIGO NAVES Ingo Schulze
é nome de proa da literatura alemã. Seus contos, já publicados
em revistas como Granta e New Yorker, trazem componentes
autobiográficos e lidam com experiências do passado recente,
na tentativa de abarcar as cicatrizes da Alemanha pós-queda
do Muro de Berlim. Nos contos de Modesto Carone, reunidos
em Por trás dos vidros (2007), as deformações da realidade
também indicam a procura de um modo de expressão para
as fraturas de um país politicamente convulsionado. Completa
a mesa o também crítico e ficcionista Rodrigo Naves, cujos
contos curtos, à maneira de Carone e Schulze, exemplificam
à perfeição a máxima de Cortázar: se o romance pode vencer
o leitor por pontos, o conto, para funcionar, tem de ganhar
por nocaute. Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do
Telão: R$ 8
11h45 mesa 7 - Ficções -
JOÃO GILBERTO NOLL, LUCRECIA MARTEL O cinema de Lucrecia
Martel transformou a paisagem criativa latino-americana.
Em seus três longa-metragens, O pântano, A menina santa
e La mujer sin cabeça, Martel mostra um domínio raro da
estrutura narrativa e da construção de diálogos. A quebra
da linearidade, a fragmentação do enredo e a construção
de uma atmosfera sufocante são alguns dos atributos de
seu cinema – destaques numa obra cheia de pontos altos.
Na prosa de João Gilberto Noll, diversas vezes adaptada
para as telas, os mesmos atributos são evidentes, mas
aplicados à forma do conto e do romance. Expandir os limites
das linguagens, experimentar com os meios expressivos
que conhecem a fundo: eis os objetivos que aproximam os
autores neste diálogo que tem tudo para cativar o público
em Paraty. Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão:
R$ 8
15h00 mesa 8 - Os fuzis -
CACO BARCELLOS, MISHA GLENNY Após a publicação de Rota
66, livro que lhe custou oito anos de investigação sobre
a polícia paulistana e muitas ameaças, o jornalista Caco
Barcellos lançou Abusado, em que expôs a estrutura do
tráfico de drogas e o surgimento dos traficantes nos morros
cariocas. O tema é um dos focos de McMáfia, do jornalista
inglês Misha Glenny. O livro rastreia uma rede mundial
de corrupção que reúne, entre outros, os narcotraficantes
no Brasil, a escravidão sexual em Israel e o alto escalão
de políticos nos Estados Unidos, num retrato inédito do
processo de globalização do crime organizado. Em Paraty,
Barcellos e Glenny apresentam uma dimensão desconhecida
da criminalidade contemporânea. Local: Tenda dos Autores:
R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
17h00 mesa 9 - Estética do frio
- MARTÍN KOHAN, NATHAN ENGLANDER, VITOR RAMIL O argentino
Martín Kohan e o americano Nathan Englander ambientaram
seus últimos livros na Buenos Aires sob a ditadura militar.
O gaúcho Vitor Ramil é autor do ensaio A estética do frio,
em que pensa a particularidade da cultura do sul do país
em relação ao eixo Rio – São Paulo. Nos ensaios e romances
de Kohan, a tentativa de dar sentido a episódios traumáticos
da história argentina é uma constante. Nos livros de Englander,
a reflexão sobre a identidade judaica norteia a construção
do enredo e a interioridade dos protagonistas. Três modos
de enxergar a condição periférica, afinidades temáticas
e de geração motivam nesta mesa um diálogo que deve consolidar
a posição dos autores na agenda cultural brasileira. Local:
Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
19h00 mesa 10 - Veludo cotelê
- DAVID SEDARIS Eleito humorista do ano pela Time Magazine
e colaborador assíduo da New Yorker, David Sedaris fez
escola com seu humor ácido, auto-irônico e politicamente
incorreto. Eu falar bonito um dia, que acaba de ser publicado
no Brasil, traz textos sobre a vida familiar, a experiência
universitária, a mudança para Nova York, as viagens à
França. A maneira hilariante de descrever as figuras próximas
– o pai que insiste em despertar os filhos para a música,
o irmão tosco e truculento, o namorado detalhista e afetado
– e a leitura anasalada e monocórdica são marcas registradas
do autor que o público poderá conferir em Paraty. Local:
Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
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Sábado, 05 de julho de 2008 10h00
mesa 11 - Guerra e paz –
CHIMAMANDA, NGOZI ADICHIE, PEPETELA A escritora nigeriana
Chimamanda Ngozi Adichie não pode ser qualificada como
autora militante ou defensora de uma prosa “política”.
Mas a guerra em Biafra, conflito separatista que dilacerou
a Nigéria no final dos anos 60, é tema recorrente em seus
livros e fonte de indagação sobre as fraturas na formação
de seu país. Na obra do angolano Pepetela, a temática
da construção da nação e da identidade nacional é igualmente
central. Os escritores falam sobre seus trabalhos e põem
em questão a idéia de uma “literatura africana”, mais
complexa e multifacetada do que o rótulo simplista pode
sugerir. Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão:
R$ 8
11h45 mesa 12 - A mão e a luva
- NEIL GAIMAN, RICHARD PRICE Richard Price começou a carreira
associado ao gênero policial, mas libertou-se do rótulo
para firmar-se como um dos principais nomes da prosa de
ficção norte-americana. “É exatamente isso que sua linguagem
faz: liberta-se”, escreveu o crítico James Wood a respeito
de seu último livro, Lush Life, num longo artigo para
a New Yorker. Neil Gaiman tornou-se conhecido como quadrinista,
mas seu trabalho também ultrapassou classificações fáceis
para firmá-lo como um ícone da cultura pop. Price e Gaiman
têm em comum a versatilidade – ambos são roteiristas de
cinema – e a capacidade de perturbar idéias prontas a
respeito da complexidade dos gêneros que praticam. Local:
Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
15h00 mesa 13 - Fábulas italianas
- ALESSANDRO BARICCO, CONTARDO CALLIGARIS Os dois são
de origem italiana. Os dois transitam por atividades diversas.
E têm ainda afinidades temáticas. Em O conto do amor (2008),
estréia de Calligaris no romance, um psicoterapeuta de
Nova York vai à Toscana investigar o passado do pai e
mergulha no questionamento da própria origem. Nos textos
de Baricco, o tema da identidade é igualmente presente:
no monólogo Novecentos (1994), por exemplo, o protagonista
submerge em um processo de autodescoberta ao cogitar o
abandono do navio onde passou toda a vida. Nesta mesa
em Paraty, o maior nome da nova literatura italiana e
o psicanalista mais atuante na imprensa brasileira mostram
até onde vai o diálogo entre fábula e realismo, psicanálise
e literatura, pensamento teórico e crítica cultural. Local:
Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
17h00 mesa 14 - Paraíso perdido
- CEES NOOTEBOOM, FERNANDO VALLEJO Os temperamentos são
opostos, mas a potência da escrita é a mesma. Irônico
e por vezes experimental, Nooteboom percorre como poucos
o terreno das indagações de fundo “metafísico”. É o que
se vê em diversos livros seus, sobretudo em Paraíso perdido,
romance recém-publicado no Brasil cujo título faz alusão
ao clássico de John Milton. Vallejo é igualmente irônico,
mas sua relação com temas ditos transcendentes é tumultuada:
não à toa, a crítica virulenta à Igreja católica é uma
das marcas mais visíveis na obra do autor colombiano.
As formas opostas de lidar com a dúvida acerca dos destinos
do ser humano é o fio condutor desta mesa, que reúne dois
dos nomes mais representativos da literatura contemporânea.
Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
19h00 mesa 15 - Shakespeare, utopia
e rock’n’roll - TOM STOPPARD Em 1966, aos 29 anos,
o dramaturgo Tom Stoppard estreou no teatro com a peça
Rosencrantz e Guildenstern estão mortos, protagonizada
por personagens secundários da tragédia de Hamlet. O sucesso
da montagem alçou Stoppard ao topo da dramaturgia em língua
inglesa – posto do qual nunca saiu. Passados quarenta
anos, mais de vinte peças, diversos trabalhos para rádio
e televisão, um romance e roteiros de cinema, Stoppard
figura entre os mais premiados e respeitados dramaturgos
do mundo. Pela primeira vez no Brasil, ele passa em revista
sua carreira e fala sobre o processo criativo de peças
como The Coast of Utopia (2002), The Real Thing (1982)
e a recente Rock‘n’roll (2006), sobre uma banda de rock
em Praga cujo comportamento simboliza a resistência ao
comunismo. mediador: Luis Fernando Veríssimo Local: Tenda
dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
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Domingo,
06 de julho de 2008 10h
mesa 16 - Os livros que não lemos
- MARCELO COELHO, PIERRE BAYARD O psicanalista e professor
de literatura da Universidade de Paris Pierre Bayard,
autor de Como falar dos livros que não lemos, fez barulho
ao defender que não é preciso ler as obras literárias
para falar com propriedade a respeito: mais vale, segundo
ele, saber o lugar que ocupam em determinado contexto.
O crítico cultural Marcelo Coelho, uma das vozes mais
versáteis e ponderadas da imprensa brasileira, é o interlocutor
perfeito para pôr em perspectiva a provocação. Visões
opostas e complementares, Bayard e Coelho trazem a Paraty
doses generosas de erudição e clareza, de ironia e espírito
provocador. Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda do Telão:
R$ 8
11h45 mesa 17 - Folha seca
- JOSÉ MIGUEL WISNIK, ROBERTO DAMATTA Veterano da FLIP,
Wisnik volta a Paraty neste ano para falar sobre um assunto
que a princípio não tem nada de literário: futebol. A
princípio, pois o tratamento que concede ao tema em seu
mais recente livro, Veneno-remédio, insere-o entre os
tópicos de maior ressonância de sua obra: e não apenas
no que diz respeito ao aspecto popular e folclorizante
do futebol, mas sobretudo no que se refere aos pontos
de intersecção com a cultura letrada e à formação do país.
São essas também as preocupações que norteiam o trabalho
do antropólogo Roberto DaMatta. Em seu livro A bola corre
mais que os homens, DaMatta mostra o lugar de honra que
o futebol ocupa em sua obra consagrada e inteiramente
dedicada a pensar o Brasil. Local: Tenda dos Autores:
R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
15h mesa 18 - Papéis avulsos
- FLORA SÜSSEKIND, LUIZ FERNANDO CARVALHO, SERGIO PAULO
ROUANET Nesta mesa em homenagem a Machado de Assis, uma
mistura de gerações e perspectivas atesta a versatilidade
do maior escritor brasileiro. Notório machadiano, Rouanet
fala em Paraty sobre a correspondência do escritor, que
foi reunida por ele e tem lançamento previsto para este
ano. Luiz Fernando Carvalho, responsável por algumas das
mais premiadas adaptações da literatura brasileira para
o cinema e televisão, fala sobre os desafios de transformar
o romance Dom Casmurro na minissérie Capitu. E Flora Süssekind,
pesquisadora que conhece a fundo a produção literária
brasileira do século xix, explica a relação entre a obra
do maior autor brasileiro e ambiente político e intelectual
em que foi gerada. Local: Tenda dos Autores: R$ 25 Tenda
do Telão: R$ 8
17h mesa 19 - Livro de cabeceira
- CONVIDADOS DA FLIP 2008 LÊEM TRECHOS DE SEUS LIVROS
PREDILETOS Qual é seu escritor favorito? Que livro teve
mais influência em sua trajetória? Que romance você levaria
para uma ilha deserta? Na tradicional mesa de fechamento
da Flip, uma seleção de autores de destaque na programação
responde a essas perguntas a partir da leitura de trechos
de clássicos da literatura universal. Local: Tenda dos
Autores: R$ 25 Tenda do Telão: R$ 8
