SOBRE
A FLIP
Lançada
em 2003,a FLIP sofreu modificações significativas já na
segunda edição, quando teve seu nome mudado, passando
de Festival à Festa, além de sua duração, que passou de
três para cinco dias. Desde sua primeira edição, a Festa
vem crescendo, seja com relação ao número e expressão
de escritores e editoras convidadas, seja no número de
visitantes. Falando em nome, a FLIP utiliza o nome Parati,
assim mesmo com o i, para realçar que a Festa é “Parati/Para
Você” – tornando ainda mais convidativo o evento.
Segundo Mauro Munhoz, Diretor Presidente da Associação
Casa Azul, realizadora da Festa, a idéia de promover a
FLIP nasceu em parceria com a editora inglesa Liz Calder,
inspirada em eventos similares, realizados em cidades
pequenas. Daí o fato de escolher como ”lar”, a charmosa
Paraty, elevando-a ao nível de Hay-on-Wye (País de Gales),
Adelaide (Austrália), Harbourfront (Canadá) Berlim (Alemanha),
Edimburgo (Escócia) e Mantua (Itália), no que diz respeito
a grandes eventos literários.
Você já bebeu “Paraty”?
O sucesso da FLIP deve-se a diversos fatores, entre eles,
a fértil experiência cultural que oferece. Porém, é preciso
“abrir um parêntese” para falar do papel de Paraty nesse
sucesso: sua beleza única, emoldurada por história e cultura,
seu entorno marcado por tesouros naturais e a hospitalidade
de seu povo, sempre de braços abertos, têm sido determinantes.
Devido a esse ambiente informal e aconchegante – para
falar o mínimo - durante esses cinco dias o visitante
pode usufruir de experiências únicas, como a de, por exemplo,
degustar uma deliciosa “Paraty”, a famosa cachaça da terra,
junto a personalidades como Caetano Veloso, Jô Soares,
Antônio Cícero ou Arnaldo Jabor. Isso sem falar na oportunidade
de “bater uma pelada” com ninguém menos que Chico Buarque.
Só mesmo Paraty poderia proporcionar cenas como estas,
nos intervalos entre os eventos. Porém, tudo isso só é
possível porque, enquanto o clima das ruas históricas
sugere um bate-papo descontraído, as pousadas, restaurantes
e demais serviços oferecem um excelente padrão de qualidade.
Além disso, o entusiasmo e a qualidade de seu fiel público
são ingredientes principais da verdadeira “festa” em que
a cidade se transforma todos os anos durante a FLIP.
Histórico das Programações
As temáticas variadas tratadas nos debates deram o contorno
à presença de autores mundialmente respeitados. Além dos
nossos grandes talentos brasileiros, interagindo entre
si e com os autores estrangeiros. Eis alguns exemplos,
por edição, de mesas que fizeram a história da FLIP:
2003 - Ninguém melhor para falar de literatura
e humor do que os dois melhores textos de humor do país
– Veríssimo e Millôr – e um diligente e inspiradíssimo
compilador de textos humorísticos como Ruy Castro. Ferreira
Gullar, considerado o maior poeta vivo do Brasil, foi
grande destaque entre os brasileiros, lendo trechos de
seu livro Relâmpagos.
2004 - Nação crioula, de 1997, consagrou José Eduardo
Agualusa, nascido em Huambo, Angola, como um dos mais
importantes escritores africanos de língua portuguesa.
Agualusa dividiu a mesa com seu admirador Caetano Veloso,
um dos maiores artistas brasileiros. África e Brasil -
unidos e, estranhamente, separados.
No encerramento da segunda edição da Festa Literária Internacional
de Parati, nomes como Paul Auster, Margaret Atwood, Martin
Amis, Pierre Michon, Miguel Sousa Tavares, Milton Hatoum,
Joca Reiners Terron falaram sobre seus livros de devoção.
2005 - No ano da comemoração dos cinqüenta anos
da peça "Auto da compadecida", Ariano Suassuna, uma das
vozes mais polêmicas e espirituosas de nossa literatura
contemporânea, subiu ao palco para expor sua visão das
raízes ibéricas da cultura brasileira.
Um lançamento mundial foi feito em Paraty, e em grande
estilo! O escritor anglo-indiano Salman Rushdie leu trechos
de seu romance, Shalimar, o equilibrista, uma obra na
corda-bamba entre Índia e Paquistão, Oriente e Ocidente,
ódio e paixão, céu e terra.
2006 - A prosa dos escritores Reinaldo Moraes (Tanto
faz, Umidade), André Sant’anna (Amor, O paraíso é bem
bacana) e do premiado cartunista Lourenço Mutarelli (O
cheiro do ralo, O natimorto) se desenvolveu num fluxo
ora caudaloso, ora taquigráfico, expondo a superficialidade,
a violência, os impasses e os paradoxos das relações humanas.
Toni Morrison, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura
em 1993. Autora de Amor, Os cânticos de Salomão e Amada
— escolhido como a melhor obra norte-americana de ficção
dos últimos 25 anos — discorreu sobre a literatura e sua
capacidade inigualável e duradoura de informar, entreter,
enriquecer e iluminar. Nenhum outro romancista retratou
a realidade dos negros norte-americanos com tanta força
e sensibilidade.
2007 – Os autores participantes da FLIP 2007 foram:
Ahdaf Soueif, Alan Pauls, Amós Oz, Ana Maria Gonçalves,
Antonio Torres, Arnaldo Jabor, Augusto Boal, Barbara Heliodora,
Bosco Brasil, Cecilia Giannetti, César Aira, Chacal, Dennis
Lehane, Eduardo Tolentino, Fabrício Corsaletti, Fernando
Morais, Guilhermo Arriaga, Ignacio Padilla, Ishmael Beah,
J.M.Coetzee, Jim Dodge, Kiran Desai, Lawrence Wright,
Leyla Perrone-Moisés, Lobão, Luiz Felipe de Alencastro,
Maria Rita Kehl, Mário Bortolotto, Mia Couto, Nadine Gordimer,
Nuno Ramos, Paulo Cesar de Araújo, Paulo Lins, Robert
Fisk, Rodrigo Fresán, Ruy Castro, Silviano Santiago, Verônica
Stigger, Will Self e Willian Boyd.
Homenagens
A Festa homenageia, a cada ano, expoentes das letras
brasileiras. O poeta e compositor Vinicius de Moraes,
o “Poetinha”, em 2003. O escritor João Guimarães Rosa,
o “Guima”, na segunda edição. Em 2005, a romancista Clarice
Lispector. E Jorge amado, o mais popular de nossos escritores,
homenageado em 2006. O ano de 2007 foi de Nelson Rodrigues,
grande cronista e mestre. O homenageado de 2008 será o
cronista, contista, dramaturgo, jornalista, poeta, novelista,
romancista, crítico e ensaísta Machado de Assis.
Shows de Abertura
Por falar em comemoração: boa festa é igual à boa música!
Já “encantaram” nos shows de abertura em anos anteriores,
nomes como:
2004 - José Miguel Wisnik dirigiu o show de abertura
em homenagem a Guimarães Rosa. Caetano Veloso e Chico
Buarque foram fortes presenças.
2005 - Um dos mais expressivos compositores da música
brasileira, Paulinho da Viola apresentou um repertório
que une canção popular com sofisticação melódica e letras
refinadas. Ainda na programação musical de 2005, Danilo
Caymmi (voz e flauta) e Muri Costa (violão), apresentaram,
no Café Paraty, música brasileira com repertório especial
de Dorival Caymmi. Yamandu Costa também brindou o público
do Café Paraty, com seu talento único.
2006 - Abertura em grande estilo, trazendo um dos
maiores ícones da música brasileira. Com estilo próprio
e uma forte presença no palco, onde combina elementos
da música, da literatura e do teatro, Maria Bethânia apresentou
uma breve demonstração de sua trajetória artística e da
união indissolúvel entre texto e canto.
2007 – Shows de João Donato e da Orquestra Imperial,
com suas performances efusivas de carnaval e funk, gafieira
e soul, samba e bolero. Entre seus 18 integrantes estão,
Wilson das Neves, Rodrigo Amarante (Los Hermanos), Moreno
Veloso, Thalma de Freitas, Nina Becker, além do guitarrista
Pedro Sá.
O QUE É A FLIP
Em agosto de 2003, a Festa Literária Internacional de
Paraty (FLIP) tornou-se a caçula da família de importantes
festivais literários como Hay-on-Wye, Adelaide, Harbourfront
de Toronto, Festival de Berlim, Edimburgo e Mântua. Com
a presença de autores mundialmente respeitados, como Julian
Barnes, Don DeLillo, Eric Hobsbawm e Hanif Kureishi, a
primeira FLIP estabeleceu um padrão de excelência às edições
seguintes. Em um curto período, ficou conhecida como uma
das principais festas literárias internacionais, sendo
reconhecida pela qualidade dos autores convidados, pelo
irresistível entusiasmo de seu público e pela descontraída
hospitalidade da cidade.
A FLIP já recebeu alguns dos grandes nomes da literatura
mundial, como Salman Rushdie, Ian McEwan, Martin Amis,
Margaret Atwood, Paul Auster, Anthony Bourdain, Jonathan
Coe, Jeffrey Eugenides, David Grossman, Lidia Jorge, Pierre
Michon, Rosa Montero, Michael Ondaatje, Orhan Pamuk, Colm
Toíbín, Enrique Vila-Matas, Jeanette Winterson, J. M.
Coetzee e Marcello Fois.
Dos brasileiros, alguns dos autores mais talentosos já
estiveram na FLIP, como Ariano Suassuna, Ana Maria Machado,
Milton Hatoum, Millôr Fernandes, Ruy Castro, Ferreira
Gullar, Luis Fernando Verissimo, Zuenir Ventura, Barbara
Heliodora, Ruy Castro e Lygia Fagundes Telles, além de
ícones da cultura brasileira como Chico Buarque e Caetano
Veloso.
Com um repertório eclético de convidados – do dramaturgo
inglês Tom Stoppard à psicanalista Elisabeth Roudinesco,
do quadrinhista Neil Gaiman à roteirista argentina Lucrecia
Martel –, a sexta edição da FLIP confirma mais que nunca
sua vocação a mercado cosmopolita de todo tipo de idéias
manifestadas através da palavra escrita.
A cada ano a FLIP homenageia um expoente das letras brasileiras.
No primeiro ano, em 2003, celebrou-se o poeta e compositor
Vinicius de Moraes (1917-1980). João Guimarães Rosa (1908-1967)
foi o homenageado no ano seguinte. Em 2005 foi a vez de
Clarice Lispector (1920-1977), em 2006, do baiano Jorge
Amado (1912-2001), e, em 2007, do jornalista e dramaturgo
Nelson Rodrigues (1912-1980). Em 2008, ano do centenário
da morte de Machado de Assis (1839-1908), a FLIP presta
homenagem ao grande escritor carioca.
A música brasileira, uma das maiores riquezas da nossa
vida cultural, não poderia estar ausente da FLIP. Os shows
de abertura, que já valeriam a ida a Paraty, ofereceram
aos convidados a chance de assistir Chico Buarque, Paulinho
da Viola, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Mônica Salmaso,
Adriana Calcanhoto e José Miguel Wisnik, Orquestra Imperial
e Maria Bethânia darem as boas-vindas aos visitantes da
FLIP.
Enquanto a programação principal acontece na Tenda dos
Autores e é transmitida ao vivo na Tenda do Telão, vários
outros eventos ocorrem simultaneamente em diversos locais.
A Oficina Literária, destinada a jovens aspirantes a escritor,
é realizada por grandes autores brasileiros e internacionais.
Há também uma programação exclusiva para as crianças –
a FLIPINHA –, em que jovens estudantes de Paraty apresentam
o resultado de seus trabalhos inspirados no universo literário
e participam de palestras com autores convidados. O sucesso
da Festa também estimulou o desenvolvimento de uma programação
de leituras, shows e lançamentos de livros, batizada de
Off-FLIP.
Paraty é uma cidade litorânea contornada pelo mar azul-turquesa
da baía da Ilha Grande e por grandes faixas intactas de
mata atlântica. Localizada a aproximadamente quatro horas
de carro do Rio de Janeiro e de São Paulo, esse antigo
porto, de onde se enviava a maior parte do ouro do Brasil
ao Velho Mundo, é uma cidade histórica que atrai muitos
eventos culturais. Poucos locais poderiam ser mais agradáveis
para sediar a FLIP que esta charmosa cidade. Suas ruas
de pedra propiciam encontros casuais proveitosos, enquanto
restaurantes e bares convidam a um bate-papo descontraído.
As pousadas e os serviços oferecem excelente padrão de
qualidade.
Desde a primeira edição, o crescimento da Festa Literária
está intimamente ligado à vida e às necessidades de Paraty.
Artistas locais, comerciantes, hoteleiros e donos de restaurantes
acolhem a FLIP, que, por sua vez, mantém os habitantes
locais ativamente envolvidos. Por tudo isso, a FLIP se
destaca de outros encontros literários contribuindo para
a atmosfera alegre e calorosa que tem caracterizado esse
grande evento.
Confira a Programação
da FLIP 2008
